![]() |
Tá bom...eu conto! | ||||||||||||||
|
Acho que cansei! Queridos leitores, cansei. Cansei de escrever aqui. Madrid foi uma experiência e tanto na minha vida, foi difícil deixá-la, andei meio de luto por ela, por meus amigos, minha vida querida que eu tinha lá. Mas às vezes é bom dar uma mudada na vida, pegar outros rumos, pra seguir melhorando, aprendendo e disfrutando a cada dia. A vida é agora, hay que seguir viviendo. Eu curti cada minuto, cada amanhecer, cada por do sol, cada sorriso, cada cançao nova, cada passo novo, cada rua, cada esquina, cada céu daquele lugar. Madrid está mais impregnada dentro de mim que muitas outras experiências. Porque foi longa. Foi duradora. Foi infinita enquanto durou. E, bem, não acabou, continua viva dentro de mim. Basta falar comigo hoje, um mes e meio depois da minha volta a Sao Paulo...eu só falo de Madrid! hehehe Então é isso, aqui eu acho que profissionalmente estarei melhor. Bem, isso espero, e estou apostando minhas fichas. E esse blog, onde às vezes eu fui assídua, às vezes fui relapsa, vai ser bem guardado. Aguardem! Me aguardem.... :) Escrito por Suz às 16h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] La Villa de Madriz, by http://inciclopedia.wikia.com/wiki/Madrid
La "enciclopedia libre de contenido" ha publicado esto sobre Madrizzz, y la verdad es que es muy divertido! Solo quien vive (o vivió) aquí por más de algunos años puede entender.... enjoy!
Madriz (en madrileño Madrí o, más comunmente Madrizzz, en catalán El Mal o Madrit) es un lugar que queda más o menos en el centro de España, rodeada por la sierra de Madriz y el desierto de Madriz, tras el cual se encuentra la playa de Madriz. Es la capital de Portugal a intervalos irregulares, cuando el la función sen(m) es positiva, siendo m el mes + 1. Entre sus muy variados paisajes encontrarás se encuentra el campo de grúas, el gruómetro, la fabrica de grúas y un picadero. Es la segunda mayor ciudad del país, detrás de León y a poca distancia por delante de Vallekas. Sitios de interésMadrid posee una arquitectura propia muy singular, única y olorosa, sobre todo en su cinturón metropolitano, dándole un aire de ciudad cultural y olorosa. Algunos de sus iconos favoritos son:
Se cree haber visto ejemplares de árboles en un jardín botánico, pero nadie sabe donde está. Madriz es famosa también por ser la ciudad de las obras, no importa en qué época del año vayas, nunca podrás pasear libremente por la ciudad y mucho menos en coche pues es bien sabido que Madriz aspira al récord del mundo en atascos: ¡¡tTranquilos ciudadanos, algún día se conseguirá!! De hecho su alcalde se llama Ruiz Socavón. Un aspecto también muy singular es la noche madrileña, muy reclamada sobre todo por los jóvenes, que sabes a qué hora sales pero no sabes a qué hora vuelves y mucho menos sabes qué fue de tu coche. Para terminar decir a los pueblos y ciudad de alrededores que estén atentos, nunca se sabe cuando Madriz puede atacar y engullirlos, es una masa que crece continuamente que puede atraparlos cuando menos te lo esperas. GeografíaMadrid se compone de:
HistoriaLos primeros asentamientos se produjeron en el mesozoico superior, formados por pequeños grupos de nómadas trashumantes en el centro de la Península, además de cucarachas y dinosaurios. Pero, de momento, sólo interesan los de nuestra especie. Se trataba de prehomínidos trabajadores de la construcción que se asentaron en lo que hoy es la actual Puerta del Sol de Madrid. Algunas inscripciones encontradas en las paredes de una cueva muestran que ya entonces fueron capaces de hacer uso de los primeros utensilios de madera y fabricar tuneladoras y pantallas de pilotes y construir un túnel de 1.880 m. de longitud para comunicar el bosque del Oso del Madroño con un aparcamiento de carromatos disuasorio en el Manzanares. Se trataba de la primera obra de Madrid. A su vez, se encontraron homínidos trabajadores peludos, calvos, bajitos y con excesiva acumulación de vello entre la nariz y el labio superior, todos ellos enterrados en rituales funerarios con el bocata de chorizo de Pamplona aún dentro del Papel Albal. Fundada en el 1582 d.C. por Algarrobo (mano derecha de Curro Jiménez) fue una aldea tranquila hasta que en algún momento de la historia, un grupo de científicos afirmó que el medio de transporte más usado hasta la época, el helicóptero, era altamente inseguro. Fue entonces cuando el autoproclamado emperador supremo (de Móstoles) Lord Ruiz Socavón decidió crear un mundo paralelo bajo tierra al que llamaría Metro que sería poblado por una nueva raza de seres subterráneos, los gallardóides (popularmente conocidos como tuneladoras) creados genéticamente a partir de los restos de semen encontrados en la Casa de Campo en combinación con la llama olímpica de Madrid 2012. Paulatinamente, un pequeño porcentaje de estos seres subterráneos se fue asentando en la superficie, y así nacieron los madrileños. Actualmente Madrid esta siendo desmontada por Gallardón para soterrarse en un 70%, y poder dejar sitio libre para plantar árboles y ser luego talados. Escrito por Suz às 10h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] La Villa de Madriz, by http://inciclopedia.wikia.com/wiki/Madrid (continuación)
IdiomaEn Madrí se habla Cristiano Cañí... con algunas pequeñas variaciones:
Lo que sí destaca en todo momento en el habla madrileña, es su fisnura y su impecable dicción del castellano, y que incluso puede resultarle irritante a cualquier otra persona de a pie, hablando especialmente por los andaluces. Sociedad
Calidaz de vidaLos pilares de la calidad de vida madrileños son:
Sabías que...
Escrito por Suz às 10h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Madrid x Vinícius de Moraes
Madrid, você me deu tanto… muito, e com tal zelo, e sempre, e tanto... te vivi em cada vão momento, e em seu louvor espalhei meu canto, e ri meu riso e derramei meu pranto... e hoje eu sei que posso dizer da Madrid que tive, que será imortal, posto que é chama, e que será infinita, e que vai durar eternamente... A minha Madrid ninguém vai tirar de mim.... 28/10/09
Escrito por Suz às 14h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Devolvam o urso!
E na Puerta del Sol não é diferente. Eu li um belo dia que iam mudar a estátua do Urso e o Madronho de lugar, porque estão com este plano de “descongestionamento” do centro da cidade e, como todos marcam de se encontrar embaixo do urso, a rua ficava lotada. Uma pena...porque todos já estávamos acostumados com a estátua naquele lugar. Simplesmente perdemos o nosso ponto de encontro mais emblemático de Madrid....ok, não o perdemos. Ele vai ser colocado onde era sua posição original, há muitos anos: embaixo do letreiro do Tio Pepe. Mas era tão mais legal ali, na calle Carmen.... Enfim, como eu sempre passo ali na frente, eu vi quando tiraram a estátua...ficou aquele palanque ali, semi-destruído, por 2 dias. Muito triste....e hoje cedo vi um caminhão com o urso dentro passando por ali. Estranho ver o urso passeando em cima do caminhão. Todo coberto. Parecia o Cristo Redentor de uma escola de samba do Rio quando foi proibido de aparecer num carro alegórico. Bom, se é pra melhorar, que seja assim então! Mas que acabem de uma vez com estas malditas obras que ninguém agüenta mais! De nossa parte, trataremos de nos acostumar com o novo ponto de encontro, quando achem o lugar pro pobre do urso....ou ursa, como diz a lenda.
Escrito por Suz às 08h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O Caminho e o Mar
Demorou até eu trocar o chip e voltar à cruel realidade depois do Caminho de Santiago….porque lá não se resumiu a andar e andar e andar. A gente aprendia com os poros. Com os olhares. Com a intuição e o sexto sentido. Com a vontade de trocar experiências, de falar qualquer coisa, de ficar amigo da pessoa que você conheceu na fila do banheiro…não foi uma viagem, um passeio, umas férias. Foi outra coisa. Você não entende quando as pessoas te desejam “boa viagem”, “divirta-se”, porque não é assim. Não é um parque de diversões, não são férias baratas, e depois de tanto caminhar você só quer tomar um banho, comer e descansar e voltar a andar no dia seguinte. Há algo que te move, não há tempo para preguiça. Se no primeiro dia você acha inconcebível acordar antes das 7, nos seguintes você acha horrível sair depois das 6h30 da manha. Tem sempre um grupo que você acaba seguindo, encontrando e desencontrando, e no fim acaba sentindo falta deles se não os reencontra logo. Você acaba gostando das divagações sem fim, de cantar para as árvores, de caminhar sozinho e em silêncio, admirando o amanhecer e a escuridão, e também de cantar com as pessoas, de conversar com elas, contar toda tua vida em horas e horas de caminhada, deixando assim o dia mais leve e colorido. Cantar faz com que você flutue, te eleva, te faz esquecer das dores. Enfim…. Foram tantas as coisas que aprendi nesses 200 quilômetros que decidi fazer um blog, só para facilitar o encontro das minhas dicas, minhas informações e minhas experiências. Eu considero os blogs muito importantes, me preparei para o Caminho lendo muitos blogs, vendo fotos e contactando com essas pessoas que escrevem. Então agora é a minha vez. Mas estou escrevendo os textos e logo que terminar os lanço no cyber espaço (e aviso aqui!). Mas já tenho o blog aberto, a pesar de ainda estar vazio. Ele se chama http://buencaminoperegrino.wordpress.com/
E aproveitando que estou aqui, escrevo sobre uma experiência maravilhosa que tive este último fim de semana. Meu batismo de mergulho, em Jávea, Valência, Espanha. Sim, dia 19 de setembro de 2009 foi a primeira vez que desci 12 metros dentro do oceano para conhecer a casa dos peixes, bichos, plantas e cavernas aquáticas. E que sensação mais maravilhosa de estar voando, sem gravidade. De olhar pro lado e ver seus amigos flutuando em 3 níveis! No mar você não precisa ficar ao lado do outro, pode ficar acima, abaixo, de cabeça pra cima, de cabeça pra baixo.....é tudo muito lento, devagar, e bonito. Bolhas saindo da tua boca. Ter que descompensar a cada minuto, pra não te doer os ouvidos, é a parte mais chatinha. Poe a mão no nariz e sopra, até ouvir um estalinho nos ouvidos. E daí desce mais um pouco.... Fui com as pessoas do Couchsurfing. Imagina, se eu fosse esperar algum amigo querer ir fazer mergulho, ia esperar sentada....e ali não, um grupo iria, de carro e com lugar pra ficar (=viagem barata), então eu apenas me uni...e foi maravilhoso, um fim de semana no qual não há nada pra melhorar, porque tudo foi perfeito. Escapamos de um finde de frio em chuva em Madrid e fomos pra praia e pro calor de Valência, mergulhar no mar, fazer snorkeling e ver peixes e vida marinha, e no domingo ainda comer a paella que nos preparou o avô de 80 anos da minha amiga... E olha, recomendo, viu? Meu pai, aos 60 anos, acabou de fazer o seu batismo monumental na ilha de Fernando de Noronha, junto com meu irmão. Teve até que cortar o bigode pra não entrar ar na máscara de mergulho....mas cortou feliz. E mergulhou, e adorou! Eu também queria ver qual era a sensação antes de fazer um curso (vai que eu não me desse bem ou não gostasse da coisa??). Desci, não foi fácil ter que descompesar, ter que se manter tranqüilo e calmo, não foi fácil pensar que se acontecesse algo eu estava longe da superfície e ia ter que me virar com mímica e gestos pra poder sair dali, tendo um tubo de oxigênio na boca....e olha que eu já sou calma e controlada por natureza! Mesmo assim, nos meus momentos de pânico, eu pensava comigo mesma “Suzana, relaxa, você está no mundo aquático, respeite-o, olhe tudo, conheça, descubra, respire e curta a sensação, há pessoas do seu lado, todos estão bem então nada vai te passar”. E com esse mantra eu me auto-tranquilizava. O mar em Jávea era bonito, o fundo era legal mas nada espetacular. Mas o que eu gostei de ver era a sensação, a dificuldade, o ritual e tudo o que tinha que fazer pra ficar bem no fundo do mar com tanta pressão no corpo. Um dia eu farei outros, e outros, e muitos outros mergulhos, em muitos outros lugares, e verei muitos peixes, naufrágios, plânctons noturnos....porque há muitos mais mistérios entre o céu e o fundo do mar do que a gente pode imaginar! E eu quero conhecer todos! (como sempre....hehehe) Escrito por Suz às 06h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A camino del Camino
Interessante quando te dizem que o teu caminho começa no momento que você decide fazê-lo....porque eu me decidi faz tempo, estava na faculdade ainda! Mas a decisão envolve muitas coisinhas pequenas, e a principal de todas: ter tempo para ir. E eu ando pela Espanha há 4 anos já e nada de sobrar um mês pra fazê-lo....mas todo mundo me diz (adoro ouvir as pessoas!) que se você tem 4 dias, vá caminhar 4 dias. Uma semana? Vá por uma semana. Eu juntei 5 dias de férias mais dois fins de semana e mais uma segunda-feira de vôo barato de 1 euro Santiago de Compostela – Madrid e to indo nessa sexta-feira dia 21 de agosto de 2009 caminhar 200 quilômetros e chegar pra conhecer Santiago como eu sempre sonhei: a pé. Os sinais estao aparecendo faz tempo....e eu andei fotografando todos. Falei com muita gente, vi fotos, ouvi de pessoas experientes o que fazer e o que não fazer, dei minhas passeadas longas com a bota por Madrid e por montanhas vizinhas, e acho que to pronta (apesar do pé estar meio que em frangalhos). Mas chegou a hora. Hoje eu já tive minha primeira experiência: fui fazer a credencial do peregrino. Eles primeiro te colocam numa salinha e você ouve um senhor contando mil coisas, confirmando o que você já sabia e sugerindo outras...depois você preenche um documento e eles preenchem a credencial e te dão. Gostei das coisas que ele falou: você não pode exigir nada do caminho, deve sim buscar a hospitalidade, que é pra isso que ele serve. Ele falou sobre dormir no chão, que isso não tem problema algum, não vai acontecer nada, no dia seguinte você levanta cedo, dá umas alongadas e poe o pé na estrada, e “vai descansando no caminho”. Já viu isso de descansar no Caminho?? Mas achei ele muito tranqüilo, ele me deixou calma. Eu vou por isso na cabeça, buscar hospitalidade, buscar hospitalidade, ohmmmm....é que não tenho onde ficar na primeira noite ;) mas to pensando em chegar, ir a um bar e praticar a busca pela hospitalidade ;) Enfim, é brincadeira. Eu to ansiosa e com um medinho daqueles bons, que aparece antes das viagens não muito planejadas e que você faz sozinha. Adoro! No começo é sempre mais difícil, mas depois você não para de pensar nela! Faltam 3 dias. Buen camino peregrina! Escrito por Suz às 19h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Os seres evoluídos e a esponja Toño é um cara de 41 anos que vive em uma cidade de 80 mil habitantes chamada Palencia, na Espanha. Ele mora em uma casa que pertencia à empresa que faz o bombeamento de água para toda a cidade. Atrás da casa está a bomba, mas ele não a escuta porque seu quarto não está nos fundos – mas quem dorme na sala sim, divide o som dos grilos com o ruído da bomba de água. Não está no centro da cidade, e sim a 3 quilômetros de lá, no meio da estrada, uma ruazinha só dele, e a casinha, com flores na entrada. Antes Toño tinha uma horta que era genial, porque tudo o que ele comida vinha dela, e ele tinha uma pessoa que cuidava da horta e vendia o que se cultivava ali. Mas agora que ele não tem mais a horta, a área se mantém muito mais limpa e sem bichos, já que ele chama o amigo pastor que traz as ovelhinhas e elas ficam ali comendo a erva que cresce, e limpando o terreno! E no fim do dia as ovelhas voltam pro seu canto. A casa não tem calefação, mas é aconchegante. Foi toda reformada por ele durante 5 anos, pintada, janelas novas, mas a estrutura, o pé direito alto, se mantém. Ele ganhou o direito de cuidar da casa “gratuitamente”, já que alguém tinha que estar ali morando, pra tal da bomba que abastece a cidade não ficar jogada às traças. E já faz 10 anos que ele mora ali, 5 desses com a ex mulher (todos os quarentões têm uma ex mulher na vida, e digo que até muitos trintões também tem, nada mais dura para sempre hoje em dia...). Toño tem um carro, tipo um Fiat Dobló, sabe aquele com teto mais alto e porta deslizante do lado? Esse mesmo. Um porta mala do tamanho das coisas que ele gosta de fazer: ali cabem coisas de montanhismo, instrumentos que ele usa pra tocar nas festas das cidadezinhas, barracas, sacos de dormir de até menos 20 graus, sticks, etc. Ele também já teve um cachorro, que morreu ano passado. Como não para em casa, não quer ter outro, porque cachorro precisa de atenção. Nem rede ele consegue pendurar na porta de casa (eu visualizei uma rede e fui logo perguntando,sugerindo...) porque não consegue ficar parado lendo um livro. Ele tem que se mover, sair, explorar. Sabe aquelas pessoas mais evoluídas? Não sei, me senti uma “nada” perto dele, mas isso não me fez mal. Acho que 10 anos mais e eu já não terei vontade de conhecer as grandes capitais, e sim ir subir morrinhos nos diferentes países. Não vou mais tirar foto na frente do Coliseu em Roma, só vou testar meus limites subindo um vulcãozinho no Equador. Isso já vai me satisfazer (será?). É incrível, a gente pensa em evoluir, em ficar mais velho e só ficar em hotéis bons, conforto, etc. E o Toño não. Adora um camping. Tem uns sacos de dormir pra menos 5 graus que nem te conto que bonitos são! E ainda tem um amigo, mais velho que ele, que tem um saco de dormir de penas de ganso, que de tão quente não deixa ele dormir dentro da barraca senão ele morre assado. Resultado: o cara dorme ao ar livre em pleno tempo do norte da Espanha, mais frio que no sul (eu estava congelando!). Mas é o que eu sempre concluo: há lugares que só se conhece dessa maneira. Acampando. Subindo um morro horrível de inclinado e cheio de pedras. Sofrendo, mas desfrutando ao mesmo tempo. Com amigos. Todos simples, sem luxo, ninguém, nenhum deles busca o luxo nessa vida, só curtir a natureza, os amigos, os bons momentos, as paisagens, as sensações. Sem dúvida é gente evoluída. Porque o que se leva da vida são esses bons momentos, mais nada, nada mesmo. E o Toño eu nem conhecia. Ele me achou pelo couchsurfing – eu sou muito sortuda, só atraio gente assim, que me acrescenta, me mostra mundos diferentes. Me uni a um grupo de 18 pessoas e passamos um fim de semana genial, andando de caiaque, subindo montanhas, testando os pulmões e os limites, e, no meu caso, fazendo bolhas nos pés...hehehe mas foi bom pra dar mais uma canseira e seguir amaciando minha bota, e aprender a cuidar das bolhas antes que me passe o mesmo enquanto eu estiver no Caminho de Santiago... Então assim, as coisas seguem acontecendo na minha vida quando eu menos espero, e eu sempre aprendo e me inspiro com essas pessoas do bem. Elas sempre têm algo a ensinar (sem saber) e eu, sempre algo a aprender. Sempre... Escrito por Suz às 18h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Nacío pa mojá!
Eu ainda não contei da festa inédita pra onde fui este ano: a Batalha Naval de Vallecas! Pois é, estes espanhóis não têm o que inventar, e não é que a idéia é genial? Imagina um calorão, o que é que você mais deseja (do fundo do seu coração)?? Que te joguem um balde de água da cabeça aos pés e você fique empapado, não é? Hehehe Tudo bem, pode até não ser o desejo explícito, afinal se você está na cidade grande isso soa ridículo. Mas em Vallecas, um bairro dessa cidade grande, o ridículo é aceito por todo mundo, e elegem um dia pra isso: geralmente é um fim de semana no final de julho. Tem até concurso de paellas e você ainda come de graça (e repete!). E daí vão aparecendo os tipos mais esdrúxulos, e você começa a rir sem parar. O gordão sem camisa, com óculos de mergulho e sua super pistola de brinquedo.....os caras que vêm até com a maquiagem de jogadores de futebol americano, que parecem que estão indo a uma guerra de verdade! Eu com meu humilde spray de me borrifar na praia não era páreo para eles! E nem pros amigos do nosso “guia” pela guerra de água: eles já passaram nos chinos e compraram baldes! E daí começa a aparecer cada vez mais gente com baldes, jarras de fazer suco, armas com a munição (leia-se água) nas costas, bóias de patinho, bóias nos braços, bixigas cheias de água...e você está distraído até que chega alguém na tua mesa e joga meio balde de água nas tuas costas! Mas não dá pra ficar bravo, afinal, quem ta na Batalha Naval é pra se molhar, e muito! Depois de umas paellas, umas cervejas e uns banhos de água, saímos em direção à rua onde acontece a primeira parte da guerra. Já no caminho todos paravam para abastecer suas armas (baldes, lo que sea), e enquanto um enchia um balde, o outro vinha de surpresa e entornava um balde inteiro de uma vez. E assim ninguém saía da fontezinha, a guerra já tinha começado ali mesmo! Hehehe Quando conseguimos focar e fomos ao início da coisa, chegamos e tinha uma dúzia ou mais pessoas dentro de um chafariz quase seco, pegando o que restava de água (suja) e jogando nas pessoas. E o resto, com seus baldes na cabeça, ficava embaixo dos prédios pedindo que as pessoas jogassem água pra abastecerem esses baldes e molharem mais gente. E assim íamos....na ruelinha, sendo molhados pelas pessoas dos prédios. Às vezes sabendo que íamos ser molhados....às vezes sendo pegos de surpresa...mas muito divertido, porque é uma cena que você nunca vê na vida: o bairro inteiro se divertindo, seja de cima dos prédios, seja debaixo, todos ali para serem molhados. Quase uma guerra de tomate, mas com água! E nessa guerra você não fica bravo com o seu inimigo, você até agradece, porque com o calor que fazia....daí no caminho mais tipos raros: uma mulherada com touca de tomar banho....um cara com gorro de natação e escrito no braço “nacío pa mojá” (nascido para molhar)...enfim, chegamos ao final, e ali era a rua “oficial”, digamos, onde havia até uma placa: daqui em diante você se molhará. E vários caminhões pipa distribuindo água nos baldes, e várias pessoas mais se encharcando. Uma coisa absurda de surreal. Foi divertido, sadio, alegre, éramos como em 15 do CS e tiramos altas fotos geniais, encharcados, sorrindo, contentes. Uma boa maneira de espantar o calor num dia de sol em Madrid. Pena que a festa só acontece uma vez ao ano....mas ano que vem já levarei meu balde e ninguém me segurará! ;) Escrito por Suz às 16h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] We need a holiday
Show da Madonna em Madrid, 23 de julio de 2009. Mais um para minha check list. Agora falta o Elton John...e não é que eu acabe com a lista não, porque com certeza vão surgir outros que eu ainda não sei quem são. Mas enfim, descobri que escrever no calor do momento, mesmo eu estando acabada e precisando dormir (sim, o show acabou comigo hehe, to veia), transmite mais o que eu quero deixar registrado do que no dia seguinte. E sim, foi algo pra guardar. Tudo bem que eu não vi quase nada – o palco estava baixo, todos os altos estavam ao meu redor. Mas eu vi do telão....e vi que aquela mulher não é fraca, ela parece que tem 15 anos! Pulou corda, dançou, se jogou no chão, rodopiou em um daqueles paus, fez o diabo a mulher. Tocou também, e cantou antigos sucessos. Fez uma homenagem ao Michael Jackson. O legal (interessante) foi no começo, o tal artista convidado era na verdade um DJ que ia colocando música de balada, bem estilo Madonna, Ibiza, etc, pra galera ir entrando no clima. Mas 1 hora e meia de clima não ia rolar, me sentei no chão com a Nina e ficamos ali papeando. O show durou 2 horas, e a Madonna me deu uma canseira! Ela que pulava e era minha perna que doía. Ela que jogava o cabelo pra trás e era meu pescoço que eu torcia pra enxergá-la do telão. No George Michael não¨teve isso, o palco era mais alto e todo mundo o via muito bem. Aliás, o público da Madonna era bem o do George Michael (eu ouvia os dois na mesma época): gays, lésbicas e simpatizantes. Então eu posso dizer que era uma balada gay a céu aberto, porque eles sabiam todas as músicas e dançavam bem bonitinhos, como se estivessem na balada mesmo! Acabou o show, não teve bis, e puseram outra música do Michael Jackson e a galera ficou lá dançando feliz, bem legal! Então o balanço do show, super esperado por mim, foi o seguinte: eu to velha com 32 e ela ta nova com 51. E continua power. Corpo 10, voz 10, performance 10. Só não gostei da tecnologia, ela atrapalha às vezes. Em todos os poucos últimos shows que fui, de grandes artistas, o palco eram grandes pantallas gigantes, e eles iam projetando o que lhes desse na telha ali. Não tem mais aquela criatividade de antigamente do Rolling Stones em 94 no Maracanã, dos dragoes gigantes que inflavam e soltavam fogo pela boca...nada é criativo...projeta as imagens antigas da trajetória da diva pop nas telas e todo mundo vai achar lindo. Mas eu não. Faltou criatividade e faltou um palco mais alto. De resto, recomendo. Ela, além de ser uma caixinha de surpresas, é uma fonte inesgotável de energia. Pra dar inveja em muita gente. Escrito por Suz às 20h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] It’s not over until it’s over
Acabei de voltar do meu último San Fermines. Eu pensei que nunca fosse dizer isso, mas sim, acabou. Acho que eu mudei. Em 4 anos uma pessoa muda, né? Se eu não mudasse seria mesmo estranho, e eu ia achar que estava realmente no caminho de virar um Peter Pan. Não sei, não gosto mais de ficar dançando o dia todo, prefiro ao invés disso ter conversas legais com pessoas interessantes, perder meu tempo fazendo novas e construtivas amizades em vez de encher a cara de cerveja. Eu percebi isso esse ano, e percebi que perdi uma boa possibilidade de um novo contato ou futura amizade com um holandês que parou ao meu lado na porta de uma vendinha, e ficou me perguntando o que era melhor: San Fermines ou o Carnaval do Brasil. E eu falei o Carnaval, claro, pois as pessoas são mais alegres e comunicativas, há mais troca. Mas a tonta aqui deixou a conversa no meio porque seus amigos já estavam andando a um novo bar. Claro que me arrependi depois de 10 minutos e, sabendo que não ia mais ver o holandês da conversa interessante, prometi a mim mesma nunca mais faze isso: nunca mais romper uma conversa pra ir atrás dos amigos apressados. Mas enfim, esse não foi o único motivo que me fez decidir hoje que não volto mais aos San Fermines. Esta manha nós entramos em um bar para ver a corrida dos touros pela TV. Tudo muito bem, 3 rezinhas, tudo muito bom, começa a corrida e nada mal até uma pessoa cair no chão e ser gravemente chifrada pelo touro no peito. Como se não bastasse, a pessoa ficou jogada no chão e o touro veio de novo, dessa vez levantando ele pelas pernas e jogando pro ar, rasgando a calça e a cueca, dando milhares de chifradas na perna enquanto as pessoas puxavam o touro pelo rabo pra ele parar, mas ele não parava. No bar, todos boquiabertos e sem respirar. Até que alguém conseguiu puxar o cara feridíssimo e já veio a ambulância para levá-lo. Outro cara também foi atingido, mas não no peito, só na perna, e puxaram ele pra debaixo da baia a tempo. Como dizia a minha amiga, esse nasceu de novo. Agora o outro...não consegui ver o que deu. Mas essa coisa de vc ver uma corrida e não esperar ver casos drásticos, e de repente ver uma pessoa sofrendo na mão do touro, embrulha o estômago. Você nunca está preparado pra ver uma quase-morte ao vivo. Quando é um vídeo e te dizem “este é o vídeo do cara que morreu numa corrida de touros” tudo bem, você está preparado para o que vai ver (e se não quiser, não vê). Mas quando você não está preparado e acontece tudo isso, é a sensação mais horrível do mundo. Tudo bem que os caras são burros de correr e participar dessa tradição idiota. Tudo bem, eu torço pro touro, e torço pra que a tradição deixe de acontecer um dia depois que eles vejam que não vale a pena perder vidas pra manter essa babaquice. E alguém tem que levar o pato. “Ponto pro touro – pelo menos ele matou alguém antes de morrer cruelmente....” Isso é o que pensamos. Mas na hora, ver uma pessoa toda bonitinha, arrumadinha, de camisa branca sem um pingo de calimoxo (a mistura louca de vinho e Coca Cola que tomam esses espanhóis) da noite anterior, calça, cinturão vermelho, ser cruelmente chifrada e sofrer na tua frente, e sangrar na tua frente, e ter a calça arrancada na tua frente e ele não poder fazer nada porque dói tudo e ele talvez esteja inconsciente naquele momento....a cara de dor, a camisa ensangüentada no peito. Dá pena dele. Eu não estava pensando no touro (claro, 1 a 0 pro touro), naquele momento você não dá razão pro touro. Você fica querendo que a pessoa seja salva dali rápido, que um milagre aconteça e que o chifre não tenha entrado onde não deveria entrar...o nó na garganta, o enjôo, e eles mostraram a repetição da cena em 3 ângulos diferentes, de cima, de lado, do outro lado, eu não agüentava mais e saí dali. E no entanto a imagem está na minha memória e eu sigo angustiada. Coisa mais horrível. Então é por isso que eu decidi que não preciso mais ver isso. Acabou. Eu evoluí, há coisas novas no mundo e vou conhecer essas coisas novas – e com certeza mais pacíficas que um San Fermines. Minha calça branca, que era usada só uma vez por ano nessa época, será aposentada. E eu seguirei meu caminho de me tornar uma pessoa mais atenta às outras pessoas. Chega, deu. Cansei. Acabou. Adeus San Fermin.
Escrito por Suz às 04h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Bem vindo PAI!
O que eu mais gosto dessa vida é que ela te presenteia com momentos bons quando você mais precisa e menos espera...ontem foi nossa última aula de tango e nós saímos todos pra tomar uma cervejinha. Eu nunca os acompanho numa terça-feira, mas dessa vez cedi e fui acompanhá-los. Pude falar com muita gente mais de perto, descobri várias coisas do tango na Argentina, enfim, depois meu professor, um jovenzão de 42 anos com energia a mil, nos convidou a umas cervejinhas em outro bar, e ali fomos. De repente todos foram embora e ficamos meu profe, um outro argentino que dança bem pacas e eu. E aí a coisa ficou interessante...falamos mal dos espanhóis, mas do bem que se vive em Madrid. Meu profe falou super bem da Bahia, amou lá, sentiu a energia e a vibração da cidade, e eu adoro quando as pessoas sacam esse tema da manga, isso quer dizer que elas realmente “entenderam” o que é a Bahia. Falamos de tudo, e terminamos falando até de filhos (eles acabaram de ter sua menina, aos 40 anos de idade!). Enfim, ele nos deu um conselho: que é pras meninas dançarem com um iniciante mesmo que ele não saiba muito, porque um dia ele poderá saber muito, e nós voltaremos a dançar! E que a gente não vai ser nenhum ás no tango antes dos 2 anos de aulas...e que eles demoraram como 3 anos pra fazer seu nome em Madrid. Enfim, foi uma noite com muitas cañas e, como eu estava mesmo esperando o Flavio e seu amigo que iam chegar depois das 2 da manha, aproveitei e fiquei no bar esperando, melhor do que estar em casa...cheguei, encontrei os meninos na frente de casa, e subi cheia de energia boa. Ainda expliquei no mapa os lugares, recomendei coisas, estava muito feliz com a visita do Flávio, porque a gente se conheceu numa viagem muito especial que fiz há 4 anos pelo sul da Bahia e ele esteve numa das melhores partes daquela jornada. Eu amo reencontrar amigos de viagens, acho que já disse isso em alguma parte...fui dormir às 4h30 da manha mas inexplicavelmente estou sem sono. Hoje eu soube que meu pai se interessou pelo meu blog! A Tati, minha cunhada, mostrou pra ele e ele pediu pra eu dizer como se faz pra ele ler. Entao, pai, se você estiver me lendo agora, BEM VINDO! Às vezes eu não escrevo, passo dias ou semanas ou meses sem atualizar, mas é que eu só escrevo quando tenho algo interessante pra contar. Na verdade eu escrevo pra mim mesma, mas quem quiser ler e puder se beneficiar com algo que eu ponho aqui, tanto melhor :)
Escrito por Suz às 05h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ando meio angustiado, eu nem sinto meus pés no chao...
Ando meio angustiada. Preciso saber as cenas dos próximos capítulos mas não quero falar com uma astróloga ou leitora do futuro. Preciso saber as cenas dos próximos capítulos mas não quero saber, sabe como? Ou quero, nao sei. Aqui tá tudo lindo. Mas meus amigos do apê se vão e lá vai Suzana fazer propaganda e se angustiar de novo. Claro, nem começou julho ainda e algumas pessoas se manifestaram, mas não exatamente o perfil que eu busco, que seja parecido ao meu. Mas eu tenho um mês, então calma Suzana, calma que as pessoas certas aparecerão! Quero começar a treinar forte para o Caminho, mas não vejo dias livres pra eu caminhar 2 horas pelo menos em 2 semanas! Visitas, visitas, festas e visitas. Até o dia 13 nao posso treinar, e aí já será menos tempo pra me preparar, que angustiaaa!!! Às vezes me dá vontade de ir pra um mundo paralelo e voltar mais tarde pra esse mundo, sabe? Às vezes me dá vontade de dizer mais nãos em vez de sims. Às vezes me dá vontade de convencer todo mundo que o meu jeito de viver a vida é o melhor, mas nao é bem assim. Me sinto numa corda bamba, algumas horas pendendo pra um lado, outras pro outro. Todo mundo é sempre muito legal comigo, mesmo eu pisando no pé ou tropeçando no meio de um tango num domingo à tarde no Retiro. A maioria das vezes são 5 anos contra 1 ano de prática, mas eu tenho que deixar de abaixar a cabeça, de me desculpar tanto. Mas eu juro que queria que o tango estivesse no meu futuro próximo, e eu não tenho certeza disso hoje, e isso me angustia! Uma certeza eu tive aqui na Europa: eu adoro dançar e a dança vai ser a minha atividade física de aqui em diante, como foi este tempo (porque eu odeio academia). Ontem por exemplo fui à Decathlon comprar uma mísera nova bota de trekking, e à tarde já tinha comprado uma sandália nova de tango nas “rebajas” que acabaram de começar. Por aí eu mesma vejo as minhas prioridades da vida. Junto com a sandália de tango nao veio nada (ainda bem que ficou tudo feio em mim, ufa!), mas eu aprendi a usar saias soltas pra ir dançar: fica mais bonito e parece como uma “etiqueta” de dança. Já junto com a bota, ufff....nem te conto tudo o que veio....veio uma calça com um ziper pra tirar a parte de baixo e virar bermuda, vieram meias super high tech que expulsam o suor e previnem bolhas, veio uma camiseta que permite suar e seca rápido, veio uma lanterna de cabeça (a minha anterior tinha sido esquecida em um táxi em Sampa há 4 anos) e veio até um isolante térmico (olha a vontade de acampar dessa menina!). E isso que na fila eu tava pensando seriamente em escapar e comprar uma mochila de 17 euros que é pratica pra viagens curtas e melhor e mais anatômica que uma que tenho usado, a que o meu amigo Estevão largou na minha casa quando veio a Madrid....mas não escapei, e sigo pensando na danada da mochila. Tudo bem, antes dessa minha pequena angústia eu consegui me dedicar mais ao livro que to lendo, que é bem engraçado, e é em inglês: Chasing Harry Winston (lauren Weisberger). É bom pro inglês se avivar na minha cabecinha, e a história é estilo Sex and the City, divertida, relaxante, como um filme. Ultimamente eu to estranha e tenho preferido ler livros que ir ao cinema, é mole? Um livro vc saboreia muito mais lentamente que um filme. Mas eu sempre adorei cinema! Nao sei o que anda me passando... Ai ai, nao sei se poderei me matricular no curso de Francês em outubro, nao sei se irei esquiar em Granada ou em Bariloche no próximo inverno, nao sei se no proximo agosto eu poderei vir à Croácia ou terei que me contentar com a Patagônia, que também nao é nada mau...há um feriado em outubro e eu nao posso pensar nele e pra onde ir ainda! Eu só sei do meu presente, e muitas pessoas vivem assim, e eu também vivo assim, mas quando uma pulga aparece atrás da tua orelha, é difícil nao pensar nela... OK Suzana, presente, vamos lá: Parada Gay em Madrid este finde, San Fermines em Pamplona no seguinte e Batalha Naval (guerra de água) em Vallecas no outro. Relaxa! Pára de sonhar com o trabalho e com monstros do passado. Relaxa no presente, que o futuro se revelará no seu tempo. Ohmmmm...
Escrito por Suz às 12h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A minha Madrid
Essa cidade me inspira. Essas calçadas, essa gente nas terrazas, esse burburinho. Alguma coisa acontece no meu coração. E de repente toca a campainha e são os meus amigos chamando pra descer, pra sentar no chão da Plaza Mayor às 21h30 da noite. Eu desço de chinelos, só com as chaves de casa, e vou. O chão da Plaza Mayor é quente à noite! E tiramos fotos, e admiramos nossa cidade. E vamos comer uns bocadillos de calamares. Mas voltamos pra sentar naquele mesmo chão quentinho. Agora um vento leva nossos cabelos, e deixa a garganta reclamando. É hora de voltar. Mas foi tão rápido, voltar já? Sim, não se precisa gastar todas as horas de uma mesma noite ali. Porque a praça já é sua. A noite é sua. O centro é seu. E você pode voltar pra lá a noite que quiser. Não precisa gastar todas as fotos da sua câmera na catedral, no por do sol. Haverá milhões deles, todas as noites. Não se precisa gastar todas as poses da sua câmera naquela catedral. Mas eu não me canso. Me seguro pra não fazer o mesmo click todos os dias, todas as noites, todas as horas. Porque a catedral agora é minha. Ela sempre estará lá, e eu sempre estarei aqui. Basta apenas cruzar a rua. Basta apenas que um amigo me chame lá de baixo. E me peça pra descer com um copo de água. 10 da manha, 10 da noite, não importa. Desço de chinelos, só com a chave de casa. E vou. Escrito por Suz às 18h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Invasões com o CS
Meus dois últimos findes (que coincidiam com os dois primeiros do mês) foram estupendos. O que é a hospitalidade alheia, nao? Gente que está ali disponivel para vc 24 horas por dia, para comer com vc, se divertir com vc, beber com vc, sorrir para você e com você… Estive em Valladolid em um encontro do CS e conheci gente muito divertida. Fizemos umas visitas a um castelo em Peñafiel e uma bodega de vinhos, com degustação e tudo. E enquanto o povo comia o prato típico da regiao, os pobres (hehehe) fomos comer um kebab e terminamos com uma siesta de uma hora na grama, como bons espanhóis que já somos! De bar em bar, tomando cerveja, acabamos no bar SU (sim! Meu bar!), dançando, voltamos ao albergue às 7 da manha e a festa ali continuava, fizemos macarrao e tomamos mais cerveja de manha, fizemos tai chi chuan de mentira na grama, pintamos a cara dos que dormiam com lápis de olho, enfim, fizemos o diabo, tudo porque era tao legal estar acordado que ninguém queria dormir!!!! Fazia tempo que eu nao fazia isso, era quase como uma colônia de férias…acordamos super tarde, fomos dar uma volta pela cidade com nosso amigo nos explicando cada coisa….Olha, Valladolid nunca esteve nos meus planos de visita, mas eu adorei e recomendo uma visita guiada! Sabia que eles têm até uma praia fluvial? Pois é… E no finde passado fui a Bilbao, uma mini invasao de 6 CSers. E foi outra vez maravilloso, deixamos eles nos levarem para onde eles quisessem, eles iam nos explicando as coisas, a ponte, o lado pobre e o lado rico, os do ETA, o bar dos do ETA, os pinxos (em Bilbao nao sao tapas, sao pinxos), o bar com o livro de poemas pelas paredes, e no dia seguinte sobe morro, desce morro, vai até a praia, se esconde da chuva, até que chegamos num bar para jogar Kinito! Um jogo de dados de apostas, muito legal! Saímos cruzando as pernas, passamos por um karaoke e cantamos algunas musicas, falei pelos cotovelos com um menino que fez o Caminho, passamos por outro bar….enfim, dormi tarde, acordei tarde, e mais um dia com os bilbaínos. E eu me pergunto se tem maneira melhor de conhecer a cidade se nao com as pessoas que vivem ali? E se há pessoas mais acolhedoras nesse mundo se nao as do CS? Escrito por Suz às 11h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
||||||||||||||
![]() | |||||||||||||||